domingo, 3 de setembro de 2017

A singularidade do olhar - Servindo a Deus através da fotografia


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Imagine um mundo sem fotografia. Como seriam os nossos registros, memórias e recordações? Certamente muitos não existiriam, ou seriam extremamente pobres e relativos. O mundo está cada vez mais visual. É fato que uma ilustração acaba chamando mais a atenção que um texto. As pessoas querem o máximo de informação no mínimo espaço de tempo, então os recursos visuais são explorados ao máximo.
Conhecemos a frase: uma imagem vale mais que mil palavras. O estudo da semiótica nos mostra o quanto podemos comunicar uma ideia através de símbolos verbais e não verbais. Um exemplo disso é pensar na própria cruz. Quanta mensagem está contida neste símbolo?
Como cristãos, temos em nossas mãos uma preciosa mensagem, e nosso dever é comunicá-la ao mundo. Concorrer com tantas vozes e apelos nesta era globalizada não é tarefa fácil; precisamos recorrer a todas as ferramentas disponíveis e usá-las com sabedoria e inteligência. Por isso o papel da fotografia nesta missão tem tido uma relevância cada vez maior. Muitas vezes ela vem para endossar um texto ou uma fala, seja numa postagem nas redes sociais, uma projeção numa palestra ou ilustrando uma matéria em mídia impressa. Temos que admitir que uma foto faz toda a diferença. Desperta curiosidade na hora e ajuda a fixar a mensagem posteriormente.
Pense bem, no contexto de missões o papel de um fotógrafo pode ser ainda mais prático e relevante. Missionários transitam em territórios desconhecidos, muitas vezes esquecidos e inexplorados pela mídia. Torna-se possível, através do registro fotográfico, apresentar realidades, que podem despertar e engajar. Imagens produzidas no campo missionário podem revelar situações positivas ou negativas, porém sempre impactantes e repletas de carga emocional. Lembro-me de ver alguns registros trazidos por um missionário chinês que esteve na tão fechada Coreia do Norte; raríssimas fotos que mudaram completamente a minha visão sobre aquele país.

Estou convencida de que é possível e necessário servir no Reino de Deus utilizando a fotografia. E para isso é importante o preparo adequado, pois engana-se quem pensa que basta comprar uma câmera para se tornar um fotógrafo. Comprar um bisturi não te fará um médico.


Conhecer a fundo o equipamento, as propriedades da luz, conceitos de composição e tantos outros são imprescindíveis para estar preparado no momento decisivo do clique. A relação entre os seres humanos que estão atrás e na frente da câmera também precisa ser desenvolvida. Um trabalho fotográfico que nos toca profundamente é fruto do relacionamento entre fotografo, câmera e fotografado. É muito comum fotojornalistas se instalarem nas culturas e nos ambientes, e realmente se fazerem parte daquele contexto, para assim apontarem as suas lentes com propriedade.
A história diz que os indígenas americanos tinham medo de serem fotografados porque achavam que suas almas ficariam aprisionadas nas imagens. Talvez eles tivessem lá as suas razões! É realmente poderoso o poder da fotografia de recortar o tempo, eternizar um olhar, fazer sentir o que é visto, de chegar num ponto do coração no qual as palavras, sozinhas, talvez não chegariam.

Juliana Freitas

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